Nesta edição da revista Teologia Brasileira, publicamos um texto primoroso de Marcelo Berti sobre a questão do gênero e posição de Júnias na igreja primitiva, conforme cita o apóstolo Paulo em Romanos 16.7. Trata-se de um assunto de extrema relevância, uma vez que o tema da ordenação pastoral feminina é atualmente debatido e, portanto, precisa ser analisado com a devida atenção.
Robson T. Fernandes também nos apresenta um artigo muito importante para os nossos dias relacionado ao tema do marxismo cultural, teoria essa que se volta para a explicação de como o Estado usa a cultura para conservar o seu poder. Esse pensamento, como destaca Robson, se desenvolveu de tal maneira que seus pressupostos são utilizados de forma natural, inconscientemente, em diversas áreas da sociedade.
A morte de Cristo na cruz é um dos cernes do cristianismo. Seu sacrifício foi expiatório, ou seja, removeu a culpa e promoveu reconciliação entre Deus e os homens pecadores, que pelo sangue vertido na cruz foram purificados e reaproximados do Santíssimo. No entanto, por quem Cristo morreu? Como lidar com o fato de que Cristo morreu para perdoar os pecados dos homens, mas muitos homens serão condenados? Thiago Oliveira nos apresenta um ensaio sobre a formulação histórica da doutrina da expiação limitada de Cristo.
Thomas Magnum, por sua vez, nos mostra como o conceito de cosmovisão cristã (criação, queda e redenção) possui uma natureza histórico/redentiva e serve de parâmetro não apenas à teologia da missão, mas também às mais variadas áreas da teologia e da cosmovisão cristã, bem como a todas as atividades exercidas pela igreja. Thomas, em especial, nos mostra como esse conceito se aplica à esfera política.
Boa leitura!
Os editores